Êxtase
23Jul08
Desejo recalcitrante de despir a razão
embebe-me em aroma opróbrio
que exsudas sem fôlego ainda ao chão.
Suplica em palavras de suor
o doce perverso vertido em verso
que trazes em torpe exaltação.
Devora-me a espasmos
os sussurros implorados
e as verdades encobertas de negação.
Leva-me além do mais alto
Mata-me até que haja vida.
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