Cadê o diferente?
Olimpíadas! Oba! Hora de ver todos aqueles esportes exóticos que raramente temos oportunidade de assistir em tempos comuns.
Lembro-me de que, até outro dia, eu não tinha TV paga em casa. Naquela época estaria submisso às vontades das emissoras regentes e teria de assistir aos tradicionais vôleis, basquetes, futebols (será esse o plural?) e natações de sempre. Que alegria poder estar munido de 8 canais de esportes em tempos olímpicos.
Mas, espera aí! Esse é o momento em que você liga a TV e diz: “Whatta f*ck!” Qual a minha surpresa quando vejo que, dentre tantos esportes legais e divertidos, TODOS os 8 canais priorizam os velhos tradicionais ruminados de sempre. Frustrado, elaborei rapidamente uma teoria:
Como qualquer nação, nosso país precisa de incentivo. Aquele empurrãozinho que nos ajuda a acreditar que somos bons e temos forças para corrigir as deficiências de nossa sociedade. Essa mensagem pode ser passada de diversas maneiras. Inclusive através dos esportes.
Mostrar ao povo nossos pontos fortes, gera satisfação e orgulho. As pessoas se animam, se motivam e acreditam mais no Estado. Vôlei, futebol (principalmente), basquete, judô e natação já são parte de nossa cultura e, justamente por isso, se espera bons resultados. Daí, atraindo maiores atenções para estas modalidades. Como é isto que todo mundo quer ver (e precisa ver), é isto que será mostrado.
Concordo que todos precisamos de estímulos e incentivos. Mas, acredito que acabamos perdendo muito do que poderiamos estar aprendendo com outros costumes e culturas ao nos privar de partilhar de suas características.
Eu continuo querendo ver o tiro com arco, softbol, canoagem, hóquei sobre grama, badminton e todas essas coisas diferentes que não acho por aí todo dia! Quem sabe eu não encontro o esporte perfeito para mim lá do outro lado do mundo?
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