O pequeno príncipe

Como muitos outros leitores, eu não poderia deixar de falar daquele que é, para mim, um dos mais incríveis livros já escritos na história da humanidade. Mas não vou fazer como a maioria, que procura desesperadamente uma oportunidade de mostrar seu profundo entendimento sobre todos os aspectos da maravilhosa história narrada por Antoine de Saint-Exupéry.
Acho que, mais importante que explicar o significado do livro, é avisar a todas as pessoas (crianças, jovens e adultos) sobre a importância de lê-lo.
Acredito que, como toda obra de arte, esta está sujeita a interpretações particulares de acordo com o entendimento de cada um… sua imaginação, seus sonhos e sua vida. Desta forma, não é certo taxar com significados fixos as belas passagens sobre a viagem do principezinho.

A história, recheada de metáforas (ou não…), faz brilhar os olhos a cada pagina repleta de sensibilidade e verdades profundas. As ilustrações do autor, inesquecíveis e sem igual, deslisam para a memória e lá se acomodam com uma suavidade acolhedora. Não tenha dúvidas de que, no futuro, ao se deparar com qualquer retrato de um chapéu, seus lábios desenharão um sorriso sutil enquanto jibóias abertas e fechadas povoarão sua mente em um breve momento de nostalgia.
Gostaria principalmente de registrar aqui o quão importante foi para mim lê-lo quando criança e, mais tarde, como uma criança maior (já que nunca fui capaz de crescer totalmente… :}).
Quando era pequeno, minha mãe o leu para mim, salpicando em minha vida um pouco de mágica e fantasia que certamente colaboraram para me fazer como sou hoje. Anos mais tarde reencontrei-me com o livro, que apareceu como um anjo em um momento muito difícil. Relê-lo foi como renovar o espírito. E pude encontrar forças e esperança para seguir em frente e atravessar as provações que me cercavam naquela época.

Por isso, digo que este livro ensina sobre as coisas mais importantes de todos os mundos: amar e viver. E não é preciso ser grande entendedor de coisa alguma para saboreá-lo. Pois ele nos conta tudo o que precisamos saber de forma deliciosamente simples.
Como tenho plena consciência de meu facínio, sei que voltarei a escrever aqui sobre este assunto. Mas, nunca trarei comigo a pretenção de dizer que “entendí a história em sua totalidade”. Pois a verdade é que a entendí como ela se apresentou a mim. E isso já me basta.
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