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Êxtase
Desejo recalcitrante de despir a razão
embebe-me em aroma opróbrio
que exsudas sem fôlego ainda ao chão.
Suplica em palavras de suor
o doce perverso vertido em verso
que trazes em torpe exaltação.
Devora-me a espasmos
os sussurros implorados
e as verdades encobertas de negação.
Leva-me além do mais alto
Mata-me até que haja vida.
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A cada dia…
Eu estava pensando…
A cada dia que passa
Nós nascemos.
Nascemos para novas idéias,
para novos olhares…
Nascemos para um novo Sol.
A cada dia nós crescemos.
Crescemos por dentro,
por fora
e em espírito.
A cada dia que passa
nós morremos.
Morremos em esperança,
morremos em coragem…
Mas também se vai de nosso bem
um pouco do nosso mal.
Por isso, a cada dia que passa
nós vivemos uma vida inteira.
A imaturidade do amanhecer,
a maturidade do entardecer
e a memória da noite.
A cada dia em que nascemos…
crescemos…
e morremos.
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A distância inexistente
Se tudo está ligado, a distância não existe. Se o espaço (distância) não existe, o tempo poderia muito bem não existir também. Sendo assim, toda a condição de ser (existir) é plena. Atemporal…
Transformação não confirma a existência do tempo. Ela diz que nada é constante. Tudo se move. A plenitude do existir beira a definição do infinito e esta, por sua vez, exclui novamente o tempo. Pois se o tempo é infinito, ele é irrelevante. Não existe. Não há começo nem fim.
Finalmente, sabemos que o tempo surgiu bem depois do homem, como fruto da necessidade de organização, à medida em que se desenvolveu. O movimento dos planetas não é tempo. É transformação. Assim como o desdobrar das pétalas.
Não se deixem iludir pelos números… Todo botão, um dia, vira flor…
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Puros desejos insanos
Voltando pra casa, bate uma súbita e estapafúrdia vontade de comer algo diferente:
- Alô, Renata?
- Olha, o pessoal aí já saiu pro supermercado?
- Não? Então pede pra mãe comprar pasta de amendoim ou então molho tártaro com umas bolachinhas salgadas.
- Hã?! Não, eu estou bem.
- Sim! Eu estou bem!
- Não! Não precisa chamar a polícia!
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Caramelos Nestlé
Porque ele merece um post num blog de ALTA VISITAÇÃO como este? Porque ele era simplesmente o caramelo MAIS GOSTOSO de todo o universo! Sabem o que é isso? É algo próximo a perfeição…
Pena que hoje fazem parte de um passado distante (e delicioso). Se alguém aí souber onde posso encontar, me avise imediatamente! Mas não compro se forem envelhecidos em barrís de carvalho.
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Escolha
A sinceridade é sempre mais gostosa
por mais que, às vezes, doa.
A mentira é amarga
tanto pra quem ouve quanto pra quem fala.
Quando afiada
dificilmente se sente.
Mas infecciona…
e mata por dentro.
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Seafari
Há muito tempo atrás, durante uma das primeiras feiras de informática ocorridas em Recife, acabei assistindo sem querer a um dos melhores (se não o melhor) curtas de animação 3D que já ví: Seafari. Aquele que é descrito por muitos artistas do ramo como uma das maiores obras de CGI já realizadas até hoje.
O negócio era que estava rolando uma demonstração de performance dos computadores da Silicon Graphics, uma empresa famosa na construção de estações de trabalho poderosas. E se não fosse por esta inusitada ocasião, dificilmente teria conseguido assistir a este filme de outra maneira.
Porque? Porque não é um curta qualquer. Ele é uma atração exclusiva dos parques temáticos da Universal Studios e correlatos. Lá é exibido numa sala especialmente preparada para jogar o telespectador realmente dentro da história, com toda aquela parafernalha característica das atrações da Disney.
A animação começa nos apresentando Sammy, um golfinho super inteligente que nos guiará em uma excursão submarina. Após isso, seguimos mar a dentro explorando com ele destroços de navios, encontrando monstros ameaçadores e conhecendo ambientes impressionantes. Tudo cuidadosamente elaborado com a mais bela riqueza de detalhes.
Obviamente minha experiência assistindo na feira não foi a mesma, mas o filme certamente influenciou em muito do que sou hoje com relação a arte (tudo nos influencia em maior ou menor proporção).
Mas, para aqueles que não tiveram tanta sorte quanto eu, aqui vai o link de uma série de animação chamada Beyond The Mind’s Eye, onde logo em seu primeiro episódio conta com um pequeno trecho retirado do curta Seafari. É pequeno mesmo (iniciando aos 3 minutos de filme e durando aproximadamente 1 minuto), mas dá pra ter uma leve idéia de como o negócio era incrível.
Tá aí algo que você não encontra na net…
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Sou pingo ou sou chuva?
Me perdí nos pensamentos quando me peguei perguntando: Qual a sensação de ser um pingo na chuva? Só um único pingo em meio a tantos outros milhões…
E vieram mil idéias, uma mais estranha que a outra.
Mas talvez exista um erro na pergunta. Talvez, se fosse um pingo, não pensasse como pingo, mas sim como chuva.
Provavelmente tenho pensado como pingo… A gente tem essa mania de achar que, só porque estamos separados fisicamente, somos seres aparte.
Então sou chuva? Hum… quem sabe. Seria mesmo chato ser pingo, pois este sozinho não molha quase nada. Mas milhões e milhões deles… juntos afogam o mundo, se deixar.
(o que esses refrigerantes de hoje não fazem com a mente das pessoas, hein!)
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